MUDANÇA DE VIDA
Por que fazer a transição para uma vida na natureza?

Vida mais saudável

Infância mais feliz

Conexão com a natureza
Garantir nossa dignidade e autonomia nas cinco áreas essenciais do nosso viver: alimento, moradia, água, saúde e mobilidade.
O alívio que sentimos quando chegamos em locais com vegetação nativa preservada é uma amostra do bem estar que um lugar natural proporciona.
A natureza opera por processos ecossistêmicos. Viver desconectada desses processos afeta nossa saúde.
"Isso que chamam de natureza deveria ser a interação do nosso corpo com o entorno, em que a gente soubesse de onde vem o que comemos, para onde vai o ar que expiramos. Para além da ideia de "eu sou a natureza", a consciência de estar vivo deveria nos atravessar de modo que fôssemos capazes de sentir que o rio, a floresta, o vento e as nuvens são nossos espelho na vida - Allan Savory
PARA UMA VIDA MAIS SAUDÁVEL
Quando estamos em ambientes urbanos, temos alto nível de dissonância com a natureza. Perdemos a acuidade sensorial, a presença, a atenção. Vivemos em lugares que não são aptos à nossa sobrevivência. Usamos os combustíveis fósseis para adaptamos o meio para construir mais conforto, aumentando nossa preguiça, numa eficiência energética artificial. A natureza opera por processos ecossistêmicos. Viver desconectada desses processos afeta nossa saúde.
A partir de determinado número de adensamento populacional, as funções fisiológicas dos indivíduos são prejudicadas. Isso é a dissonância da desconexão, que nem percebemos mais.
Para resolver isso, precisamos de alfabetização ecológica, e ter a humildade de entender que evoluímos dentro de sistemas integrais harmônicos (com processos ecológicos funcionando muito bem).
O viver urbano cria em nós essa desconexão, que se manifesta através de sintomas como depressão, ansiedade, obesidade, etc. O alívio que sentimos quando chegamos em locais com vegetação nativa preservada é uma amostra da resolução da dissonância.
PARA VIABILIZAR A VIDA DOS NOSSOS FILHOS E NETOS
A sociedade como a conhecemos está em crise. Temos vários desafios comuns às sociedades que já colapsaram na história, como desmatamento e destruição de habitats, salinização e erosão do solo, problemas com a gestão dos recursos hídricos, caça predatória, pesca predatória, problemas causados por espécies introduzidas, crescimento populacional desenfreado e crescimento do impacto per capita. Além disso, ainda precisamos lidar com as mudanças climáticas antropogênicas, o acúmulo de toxinas químicas, a escassez energética e a completa utilização da capacidade fotossintética do planeta.
O neoliberalismo busca aumentar a eficiência. Mas o aumento cego da eficiência acaba por depletar os recursos naturais, não sendo sustentável. Assim funciona a agricultura industrial. Enxergam as propriedades rurais como uma linha de produção, e não um organismo/ sistema vivo. Enxerga as pestes como problemas, e não indicadores. As soluções propostas vem dentro de uma lógica de sustentabilidade rasa. Ao saber que o sistema vai colapsar, os poderes passam a implementar planos de marketing para que as pessoas substituam alguns destes hábitos, mais ainda na mesma lógica mecanicista, buscando aumentar a eficiência. Se emprega a substituição, trocando insumos biológicos ao invés de químicos, mas mantendo a lógica industrial da agricultura, que não regenera a dignidade do homem no campo.
Precisamos redesenhar os sistemas, aproveitar esses momentos de crise para nos reunir e garantir nossa dignidade e autonomia nas cinco áreas essenciais do nosso viver: alimento, moradia, água, saúde e mobilidade.
"Em última instância, a única riqueza que pode sustentar qualquer comunidade, economia ou nação é derivada do processo fotossintético. Plantas verdes crescendo em um solo sendo regenerado - Allan Savory
COMO FAZER A TRANSIÇÃO?
Precisamos redesenhar nossos hábitos, retomar o protagonismo coletivo e retomar nosso instinto natural e curiosidade, estudo e autodesenvolvimento para conseguirmos pensar com autonomia.
Precisamos fortalecer nossas vocações e ser a expressão da nossa potencialidade no mundo.
Precisamos perceber o que são necessidades reais, e não desejos que foram implementados na gente pelo mundo corporativo, e como podemos suprir essas necessidades de maneira energicamente superavitária, que regenere a dignidade das pessoas e dos ecossistemas que vivemos.
Viemos sendo reduzidos a consumidores pelo sistema vigente, mas precisamos reconquistar as várias dimensões do nosso ser, inclusive ser produtivo, de forma que nosso viver seja útil para as pessoas à nossa volta e para o sistema no qual estamos inseridos.
A ilusão da desconexão, que é mantida pela vida urbana, que por sua vez é mantida por combustíveis fósseis, faz com que a gente adoeça. Nesse redesenho passamos a enxergar esses desequilíbrios de saúde do nosso corpo e dos sistemas de produção como oportunidade para buscar cura resolvendo as raízes dos problemas e não combatendo só os sintomas.
Para redesenhar nossas vidas, precisamos entender com muito mais profundidade como a natureza funciona para que ao suprir nossas necessidades, essas áreas sejam supridas por atividades que regenerem os serviços ecossistêmicos.
"Abusamos da Terra pois a consideramos uma commodity que nos pertence. Quando vemos a terra como uma comunidade a qual nós pertencemos, começamos a usá-la com amor e respeito - Ald Leopold

